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Puxando seu pé: Vilãs dos filmes de terror

9 jul

Oi gente, faz um tempão que estou querendo re-postar esse post do blog the shadow temple, das vilãs dos filmes de terror, quando eu li, achei muito legal, então vou postar aqui pra vocês verem também:

Teemaaam!!!
Todo mundo sabe que vilão de filme de terror é a MAIOR praga! Vixi… Duram uns 17 filmes, não importa quantas vezes e de quantas formas ele morreu.
Os exemplos masculinos são CLÁSSICOS: Jason Voorhees (Da série Sexta-Feira 13), Freedy Krueger (Da série A Hora do Pesadelo), Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica), Norman Bates (Psicose), Jigsaw “Jiggy” (Jogos Mortais)…
Mas e as mulheres?

E-as-mu-lhe-res?
Tem mulher aí que dá um chute feio nesses marmanjões aí! E eu vou falar de algumas delas que, pelo menos em seus filmes, botaram muuuuito homem pra correr!
Vamos então às moçoilas mais malvadas dos filmes de terror!!:
Mãe do Jason Pamela Voorhees – Sexta-Feira 13 (Friday 13th – 1979)

Antes que vocês digam “WTF??”. Eu vos respondo… Essa mulher é pioneeiraa cara!
Tá achando que o Jason já saiu por aí matando loucamente desde o primeiro Sexta-Feira 13?Nã-na-ni-na-não!!!No primeiro filme, a culpada é essa aí, ó *aponta pra foto*, Mrs. Voorhees, ou, como todos chamam, a Mãe do Jason.
Após a morte de seu filho na Colônia de Férias de Crystal Lake, a Sra. Voorhees ficou arrasada por não ter “justiça” sobre os culpados. Cozinheira do acampamento, ela sabia quem eram os responsáveis pela morte do filho, mas não conseguia provar. Então, munida de um facão, Pamela decidiu “fazer justiça com as próprias mãos”…Justiça não… Vingança! Afinal, ela é má!
Um ano depois ela matou os dois culpados da morte de seu filho, causando o fechamento por tempo indeterminado da colônia e a deixando em “paz”.
Mas, vinte anos mais tarde, em 1979, a colônia foi reaberta! E lá foi ela de novo, não permitindo que mais nenhum monitor deixasse outra criança morrer!(Isso foi bonito, até…).
Mas, pena, sua sede de vingança não durou nem duas horas de filme. O final da Mrs. Voorhees chegou quando a única sobrevivente da colônia decapitou sua cabeça. Dando fim às mortes.
Será?
Claro que não!Tem NOVE filmes!Jason fica puuuuuuuto quando vê sua mamãe vingativa morrer, e volta dos mortos pra, aí sim, acertar as contas de sua morte E a da mãe ;D!
Carrie White – Carrie, a Estranha (Carrie, 1976)


Imagine você, uma adolescente isolada na escola, por ser “diferente” (esquisita) dos outros, e sempre sendo ridicularizada, ridicularizada… Chega uma hora que cansa, né?
Criada por uma mãe fanática religiosa que pouco a educou, Carrie White foi motivo de piada na escola por muito tempo. Ela não possuía informações sobre adolescência e puberdade, por isso chegou a acreditar que estava morrendo quando teve sua primeira menstruação, aumentando sua humilhação social.
Finalmente, cansada de ver a garota sofrer zombarias, uma colega de escola pede ao namorado para convidar Carrie ao Baile de Formatura, como pedido de desculpas pelas piadas.
Ignorando as repreensões da mãe, Carrie aceita o convite e parte para a festa. Durante o baile, ela e o rapaz são nomeados como rei e a rainha do baile.
A garota, feliz, achando que finalmente estaria se livrando das piadas e de tudo que sofreu, nem suspeita o que estava prestes a acontecer.
Do teto uma grande quantidade de sangue de porco cai sobre Carrie, ainda no palco, de frente para a escola toda. E fazendo todos rirem. O sangue fazia parte do plano de uma garota que fora proibida de ir ao baile por planejar humilhar Carrie, no fim, ela conseguiu sem precisar ir a festa.
Eis a gota d’agua. A humilhação foi tanta, tanta, que fez com que poderes paranormais despertassem da garota. Louca da vida, envergonhada e cansada de ser alvo de piadas, Carrie matou todos os presentes no baile, TODOS, salvando a garota que ficou com pena dela. Ninguém mais escapou do incêndio repentino no salão e muitos foram eletrocutados por um cabo de alta tensão que estava no teto, derrubado pela força paranormal da garota.
O fim de Carrie também não é feliz.
Sadako Yamamura/Samara Morgan – Ringu/O Chamado (Ringu/The Ring – 1998/2002)

Coloquei as duas juntas pois os filmes são os mesmos, a diferença é que Mestra Sadako educou Samara para amaldiçoar fitas pelo ocidente.
Bem, vamos falar de ambas em separado.
Pra começar, a mais velha!

Sadako, filha de Shizuko Yamamura, uma mulher com poderes paranormais, era uma garota muito tímida e pouco sociável, vivia seguindo a mãe para onde quer que fosse.
Um dia, durante uma apresentação de sua mãe para repórters, começaram a acusar Shizuko de ser uma falsária, e que seus poderes não serviam para nada. Irritada, Sadako interveio e revelou também ter poderes, matando instantâneamente um dos repórters presentes.
Subitamente, a personalidade de Sadako se divide em duas pessoas. Uma Sadako ainda boa e tímida, e outra violenta e psicótica (Esta parte só é revelada no terceiro filme Ringu 0: Birthday). A boa Sadako vive normalmente, enquanto a má vive confinada, enlouqecendo. Enquanto Shizuko caí em desgraça ao ser chamada de fraude e ver que sua filha está se tornando uma sombra dela mesma, ela se mata se jogando em um vulcão.
Aos 19 anos, a boa Sadako agora participa de um grupo de teatro. Mas, logo após ela ter começado a participar, vários atores começam a morrer sem explicações. As suspeitas caem sobre a garota, que já possui fama por seu sobrenome. A garota nem imagina que sua “gêmea” é a verdadeira culpada, que está entrando na mente da boa para fazê-la ser a assassina.
Após causar várias mortes sem sequer saber, a boa Sadako é espancada até a morte pelos seus colegas de teatro, que depois partem em busca de sua gêmea malvada, que vive na casa de seu padrasto (Um pesquisador paranormal que se apaixonou por Shizuko, quando esta já tinha Sadako) também afim de matá-la. Mas o plano dá errado. As duas Sadakos “se unem” novamente, e como a “boa” está morta, a personalidade cruel de Sadako prevalece, matando todos que tentaram assassiná-la.
Desesperado, seu pai bate na cabeça da enteada e a joga no poço que ficava nos fundos da casa, terminando, por enquanto, as maldades da garota.
Anos mais tarde, quando sobre o poço foi construído um resort, uma estranha fita de vídeo aparece, matando todos que a assistem.
Samara Morgan

Samara foi adotada pelos Morgan ainda bebê, sua verdadeira mãe vive internada em um hospital psiquiátrico após tentar afogar a filha, dizendo que a própria havia ordenado.

Por ter poderes paranormais e não saber como controlá-los, as pessoas viviam se afastando dela, mesmo com os pais tentando criá-la como uma criança normal. Infelizmente não evitou que a garota fosse dormir no celeiro, já que estava começando a deixar a mãe louca com imagens que projetava na cabeça dela.
No celeiro, os cavalos a incomodavam por fazerem barulho e não a deixarem dormir, a garota então induzia-os a se matarem no penhasco, se jogando ao mar. Quase todos os cavalos do rancho estavam mortos quando os pais decidiram interná-la em um hospital psiquiátrico. Lá descobriram que ela nunca dormia, e que projetava imagens em suas tomografias. Não achando “cura” para seus poderes, Samara foi retirada do hospital, e como os cavalos ainda morriam e sua mãe continuava a ter alucinações, a única saída foi matar a garota. A mulher sufocou a garota com um saco plástico e a jogou no poço, depois foi para o penhasco onde os cavalos morreram e se matou.
Seu marido se matou anos depois, por ainda receber mensagens de Samara em sua mente.
A garota sobreviveu por sete dias no poço, acreditando que seria resgatada de lá. Ao término deste período, ela morreu e seu espírito continuou a esperar. Para ser ouvida, a garota aproveitou quando um grupo foi visitar o resort que fora construído sobre o poço e, usando a habilidade de fotografia psiquíca, passou todo seu sofrimento e raiva para a fita que o grupo ia usar para gravar um jogo na televisão. Quem assiste ao vídeo acaba morrendo em sete dias.

Christine – Christine, O Carro Assassino (Christine – 1983)



Nada de “WTF…UM CARRO?”…É um carro fêmea…Francamente…U___U!
Sério!Pô!
Christine, um Plymouth Fury 1958, “nasceu” numa linha de montagem em Detroit, EUA. Ninguém podia imaginar que sob seu capô vivia uma alma diabólica.
Depois de ser abandonada pelo irmão de seu ex-dono, o carro foi comprado por um rapaz chamado Arnie, que se apaixonou à primeira vista por ela…E ela por ele (Tá vendo?Car-ro-fê-me-a).
O rapaz, até então um nerd sem o menor sucesso com as garotas, começa a mudar muito, além de se dedicar exclusivamente ao carro, ele começa a assumir uma personalidade punk por causa dela, se tornando cruel e com uma personalidade nervosa. E Christine, ciumenta, mata todos aqueles que fazem mal ao seu dono querido ou qualquer uma que der em cima do seu amado, tentando tirar a atenção dele de cima de sua adorável máquina, atropelando, enforcando com o cinto de segurança ou lançando um gás tóxico através da passagem de ar do automóvel.
Dois amigos de Arnie, percebendo as más influências do carro sobre o amigo, tentam de tudo para afastar o rapaz do carro, todas sem sucesso e sempre escapando da morte.

Numa última tentativa de destruir Christine, Arnie se revolta com os amigos, ao vê-los quase esmagando o carro, mas ele perde o controle ao tentar proteger sua amada e acaba morrendo numa explosão (Não lembro se foi exatamente explosão, vou rever o fim depois, hehehe), e a máquina, furiosa por perder seu amado, investe contra os dois colegas (Que dirigiam um trator para destruir o carro!) até acabar suas forças, sendo finalmente destruída e levada ao ferro velho, onde termina a saga desse carro apaixonado.

Kayako Saeki – O Grito (Ju-on: The Grudge/The Grudge – 2003/2004)



Pra mim…Não tem vilã melhor!Uhauhauhauha!
Sério, fiquei dias e dias com PAVOR do meu cobertor e do meu chuveiro…
Isso pra não falar das escadas, do elevador…
Ou seja: Kayako PWNS!!!
Bem, a lenda do Ju-On no Japão é bem conhecida. Quando uma pessoa morre com muita raiva e rancor guardados, seu espírito vira uma maldição, juntamente com todo esse ódio. E todos que tiverem contato com esta maldição ficará com ela para sempre.
Eis o caso de Kayako (De acordo com o filme original japonês). Filha de uma exorcista, ela era usada em rituais para “comer” os espíritos maus que atormentavam os pacientes de sua mãe. As energias negativas que ela “engoliu” a tornaram um alvo fácil para crueldades e fofocas. Na universidade, ela se apaixonou por um homem, mas nunca declarou seu amor, mantendo este sentimento guardado por muito tempo.
Anos depois, ela se casa com outro homem, e eles tem um filho, Toshio. A vida de Kayako estava bem mais equilibrada agora, seu marido a entendia, e ela vivia em paz. Mas ela não contava com algo inesperado. O professor de Toshio é o seu antigo amor de faculdade. Sem conseguir manter mais o amor que sentia por ele, Kayako começou a registrar tudo que sentia em um diário.
Mas, um dia, seu marido descobre as anotações apaixonadas da esposa sobre outro homem. Começa a ficar louco com a idéia de que ela vinha traindo-o durante anos, chegando a pensar que Toshio sequer era seu filho, tudo ilusão, já que Kayako sequer havia se declarado para o professor. Finalmente, louco de raiva, ele mata Kayako, mas antes tortura-a muito, e depois Toshio, afogando-o com o gato da família. Logo após ele vai até a casa do professor e, não encontrando-o, mata a esposa grávida dele. Mas, quando ele está saindo da casa, o espírito de Kayako já aparece e o mata.
Dias depois o corpo de Kayako é encontrado no sótão da casa, o de Toshio no armário, e o do marido, Takeo, do outro lado da rua, de causas desconhecidas.
A partir de então, os três espíritos vagam pela casa, matando quem entra em contato com a maldição e a fúria deles. Kayako e Toshio são os que mais aparecem, o espírito do garoto se fundiu com o do gato, se tornando uma espécie de espírito que anuncia a morte e procura vingança, Toshio sempre aparece antes de Kayako, na maioria das vezes.
Todo mundo que entra na casa não escapa. Os espíritos os seguem em todos os lugares, até conseguirem encontrar a vítima sozinha e matá-la, sempre de uma maneira inesperada.
Ela não vê mais salvação ou esperança para que entendam sua morte, muitos já sabem o quanto ela sofreu antes de morrer. Seu espírito agora é uma personificação do ódio que ela sentiu por morrer sem se explicar ou se defender, sem sequer ser ouvida, então todos que cruzam seu caminho não merecem viver.
Como diz a capa do filme “Ela não perdoa, ela não esquece…”. Ju-on é o estágio elevado do espírito rancoroso, Sadako e Samara ainda buscaram ser ouvidas, através da fita, mesmo matando. Kayako não. Na versão japonesa, nem a protagonista escapa.